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terça-feira, 28 de novembro de 2017

Baixa adesão à vacina contra a aftosa preocupa

O prazo final da segunda etapa de vacinação contra a febre aftosa está terminando no próximo dia 2 e apenas 25% dos criadores vacinaram o rebanho (bovino e bubalino), até ontem. A reduzida taxa de adesão preocupa a coordenação estadual da campanha, que fez um apelo para que os produtores rurais não deixem de aderir à mobilização. O Ceará precisa alcançar a meta de 90% de vacinação definida pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Pela primeira vez, nesta segunda etapa, a vacinação é obrigatório apenas para os animais de até 24 meses. "Sabemos das dificuldades no campo por causa da seca, crise econômica, mas os criadores precisam comprar a vacina e imunizar os animais", disse o coordenador estadual da campanha, Joaquim Sampaio.
O esforço do governo do Estado é para que o Ceará consiga o status de zona livre de aftosa sem vacinação, em 2020. Para isso, é preciso que a atual etapa e as campanhas de 2018 e 2019 alcancem as metas. São duas fases de imunização (maio e novembro). "Se houver um esforço geral a partir de 2020 ficaremos livres da vacinação contra aftosa", reforçou Sampaio.

Estimativa
De acordo com dados divulgados pela Agência de Defesa Agropecuária (Adagri), há no Ceará, 929 mil animais para vacinação. Até ontem, cerca de 232 mil tinham sido vacinados. Do total geral do rebanho, 37% têm até 24 meses. A campanha começou no último dia 3 de novembro e prossegue até o próximo sábado (2). Os criadores têm até 17 de dezembro, ou seja, 15 dias, após a aquisição de vacinação, para fazer a declaração em escritórios da Ematerce ou da Adagri.
Ainda segundo Sampaio, a maioria dos criadores deixa para a última hora a compra das doses e a vacinação do rebanho. "O histórico mostra que há um pico de imunização nos últimos três dias", frisou Joaquim Sampaio. "Mas estamos preocupados. O baixo índice é assustador".
O Mapa iniciou os trabalhos do Plano Estratégico de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA), que prevê a retirada total da vacinação no País até 2023. Para o Ceará, o governo quer antecipar em dois anos esse prazo.
Meta
O Estado precisa, portanto, cumprir pelo menos cinco fases até alcançar a condição de área livre de aftosa, sem vacinação. Para cada edição, a meta de vacinação é 90% para os animais e de 80% de unidades criadoras. Na campanha anterior, o Ceará alcançou 92% de vacinação do rebanho de bovinos, estimado em 2,5 milhões de cabeça em 143 mil propriedades rurais.
Em 2013, o Ceará foi reconhecido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e, em 2014, pela Organização Internacional de Saúde Animal (OIE), como zona de aftosa com vacinação. Esse status permite ao produtores negociar com outras unidades da federação e até com outros países a venda de animais bovinos, bubalinos e de produtos derivados.