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sábado, 10 de fevereiro de 2018

Índice de homicídios no Ceará cresce 38,1%

Foto: Thiago Gadelha 
A violência registrada no Ceará, que fez com que 2017 fosse um dos anos com mais registros de mortes no Estado, se repete em 2018. Em janeiro deste ano, o índice de Crimes Violentos Letais e Intencionais (CVLIs) apresentou aumento de 38,1%, quando comparado a igual período do ano anterior. O primeiro mês de 2018 terminou com 482 assassinatos. O maior número de homicídios foi registrado em Fortaleza, onde 164 pessoas foram mortas. Na Região Metropolitana 152, 87 no Interior Norte e 79 no Interior Sul, sendo esta última região a única a apresentar variação positiva em relação ao ano passado.

Ao longo dos primeiros 31 dias do ano, o Ceará contabilizou três chacinas em diferentes municípios: Maranguape, Cajazeiras e Itapajé. O crime nas Cajazeiras, localidade periférica de Fortaleza, vitimou 14 pessoas que estavam dentro e nos arredores da festa 'Forró do Gago' fez com que esta fosse a maior matança na história do Estado.
Apesar desta chacina, conforme a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), a Capital teve em janeiro o menor índice de CVLIs dos últimos nove meses. Para a Pasta, os esforços empregados pelas Forças de Segurança durante 2017, incluindo os 2.700 policiais militares a mais nas ruas, possibilitaram a redução.
Nessa sexta-feira (9), durante reunião do programa 'Em Defesa da Vida', o secretário André Costa afirmou que cinco Áreas Integradas de Segurança (AIS) de Fortaleza apresentaram diminuição no total de mortes.
Segundo o titular da SSPDS, a principal região da cidade responsável pela melhora do número é a Oeste. "A gente vem amadurecendo o trabalho da Operação Satélite, que é o trabalho em cima da mancha criminal. O trabalho de ocupação que estamos fazendo no Gereba e Babilônia também ajudou bastante nessa redução. Com responsabilidade, vamos ampliar esse trabalho", disse André Costa.
'Epidemia'
O secretário lembrou que, desde 2017, o Estado vive uma 'epidemia de homicídios' devido às disputas declaradas entre as facções criminosas. Segundo estudo de perfil de vitimologia feito pelo Governo até agosto do ano passado, 50% dos homicídios com motivação definida em investigação da Polícia Civil eram de pessoas ligadas a alguma facção. O estudo da Pasta deve ser retomado nos próximos dias sob coordenação da delegada Adriana Arruda.
Conforme André Costa, a responsabilidade por esta 'epidemia' deve ser compartilhada com a União, já que dentro dela há participação direta de organizações criminosas que atuam em todos os Estados do Brasil. O secretário pede que o Governo Federal assuma seu papel nesse processo e atue em conjunto com o Governo do Estado.
"Esse pico de violência é em todo o País. Se nós temos problema no Ceará envolvendo facções que atuam em todos os lugares do Brasil, fica claro que não tem como esses estados agirem em conjunto se não for o Governo Federal atuando nesse processo. Todo crime internacionalizado e interestadualizado é competência da União investigar", disse Costa.
Recordes
O aumento no número de homicídios interferiu diretamente para que as Polícias do Ceará prendessem mais suspeitos em flagrante e apreendessem mais drogas e armas. De acordo com levantamento da SSPDS, no último mês de janeiro, a quantidade de armas de fogo recolhidas cresceu 11,8%.
Enquanto em janeiro de 2017 as forças de Segurança apreenderam 594 armas de fogo, em igual período de 2018, o número passou para 664. As capturas em flagrante saltaram 47,8%. Ainda de acordo com a Secretaria, os autos de prisão por CVLI, tráfico de drogas, roubo