terça-feira, 17 de julho de 2018

'Foi um desespero muito grande', diz envolvido em acidente no Beach Park

"Vainkará" 25 metros de altura e percurso de 150 metros (Foto: Eduardo Tchao/TV Globo)
Foto: Eduardo Tchao/TV Globo

Um dos homens que estava na boia quando ocorreu acidente que vitimou o radialista Ricardo José Hilário da Silva (43) no Beach Park, na grande Fortaleza, relatou a tensão no momento. "Foi um desespero muito grande. A gente tentou ajudar como podia. A minha namorada sofreu uma pancada forte no peito e no braço, ainda está ruim para ela respirar", conta Mateus Sena, que descia o toboágua ao lado de Ricardo, da namorada Michele Laverde, e de outro turista, Tarcísio Pontes.

O acidente aconteceu na tarde desta segunda-feira (16). Ricardo Hill, como o radialista era conhecido, estava com as outras três pessoas no "Vainkará", atração que havia sido inaugurada no último fim de semana. Após fazer uma curva na última inclinação do brinquedo, a boia com os quatro subiu mais alto que o normal e, na volta, Ricardo caiu batendo a cabeça na superfície do toboágua.

Em nota, o Beach Park lamentou a morte do turista. "A equipe de segurança aquática realizou o atendimento de forma imediata, mas infelizmente o visitante foi a óbito. O Beach Park lamenta profundamente o ocorrido e está dando todo o apoio, suporte e atenção para a família".
O parque aquático não vai funcionar durante esta terça-feira (17), e o Vainkará permanecerá fechado até que as apurações sobre o caso sejam concluídas.
A Secretaria da Segurança Pública do Ceará informou que profissionais da Delegacia Metropolitana do Eusébio e da Delegacia de Proteção ao Turista (Deprotur) estiveram no local nesta segunda-feira realizando as primeiras apurações sobre o ocorrido. As investigações serão conduzidas pela Deprotur. Mateus Sena conta que se sentiu inseguro nos toboáguas em que desceu anteriormente. "A gente foi antes no Vaikuntudo. O primeiro foi um risco além do normal. A gente já tinha percebido que era bem perigoso, muita adrenalina. Depois fomos no Vainkará e a gente já estava com uma grande sensação de tensão, porque os outros brinquedos são bem arriscados", comenta.

Eles conheceram Ricardo na entrada do brinquedo. Ele estava sozinho e pediu para compartilhar a boia, já que o Vainkará demanda que haja quatro pessoas na boia. Ele fala ainda sobre o abalo emocional após o acidente. "Sofri mais na parte emocional, mas minha namorada sentiu muita dor no braço e no peito. Ela não para de chorar", diz Sena.
Ele reclama que o atendimento do parque foi insuficiente para os outros que também sofreram o acidente. "Eles deram um suporte primeiro para o Ricardo, que estava mais grave, mas nós que tínhamos condições de andar fomos humilhados, sem atendimento. A família dele, que desceu logo em seguida, ficou mais de 30 minutos sem notícias", diz.
Mateus Sena afirmou que Ricardo caiu de cabeça no chão. Segundo o turista, uma placa no local alerta para o peso máximo das quatro pessoas na boia – a soma não pode ultrapassar 320 quilos.

"Nós tínhamos pessoas de grande porte físico e, na hora de descer na boia, não avaliaram e não alertaram a gente sobre o risco. Parecia que estava tudo ok, tinham que ter alertado sobre o risco", afirma Mateus Sena.




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