segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Empate entre Ciro e Haddad faz aumentar a pressão sobre Camilo Santana

Thiago Gadelha
O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, acredita que o governador Camilo Santana, do PT, antes do pleito do dia 7 de outubro, confirmará apoio ao presidenciável Ciro Gomes. No entanto, a direção do Partido dos Trabalhadores espera que o petista cumpra  compromisso firmado durante o Encontro de Tática Eleitoral, de apoio à candidatura de sua legenda à Presidência  da República. A mais recente pesquisa Datafolha mostrou que Fernando Haddad (PT) e Ciro Gomes (PDT) estão empatados com 13% das intenções de voto. A corrida eleitoral deste ano se assemelha ao que aconteceu no pleito de 1989, quando PDT e PT  disputaram uma das duas vagas ao segundo turno contra Fernando Collor.


Para Carlos Lupi, o crescimento de Fernando Haddad é como o de um balão japonês, “pequenininho, que dá uma largada boa, mas em cinco minutos ele cai porque não tem sustância”. Segundo ele, a candidatura do petista não tem espessura para seguir em um crescimento por mais tempo. “Esse é o crescimento do Haddad, o de um balão japonês. Não se mantém porque falta muito para ele manter o crescimento. Ele já foi até onde poderia ter ido, e quando começar a artilharia pesada, ele começa a baixar”, disse.
Questionado se tal “artilharia” partiria de Ciro Gomes, o dirigente desconversou afirmando apenas que o Partido dos Trabalhadores, assim como o candidato petista são rejeitados pela população. “As críticas, os questionamentos, a rejeição do PT, que seria de 62%. Tudo isso fará com que ele pare de crescer”. Ele ressaltou que o candidato pedetista continuará apostando no projeto apresentado até aqui, trabalhando para se mostrar como o mais preparado, e com o intuito de realizar um governo de união nacional. Em relação à situação de dubiedade do governador Camilo Santana, que não se posiciona oficialmente sobre a candidatura petista ou pedetista, Lupi acredita que o chefe do Poder Executivo Estadual tende a estar ao lado de Ciro Gomes, no momento certo.  O dirigente chegou a cantar uma música do grupo Revelação quando de sua resposta. “Eu te respondo com a letra desta música. Deixa acontecer naturalmente… Acho que é natural que ele fique com o Ciro. O Camilo é fruto da liderança do Ciro e do Cid no Ceará”, afirmou.
Do outro lado, os petistas exigem que o governador, apesar da aliança com o presidenciável do PDT, apoie, de forma incondicional, o nome de Haddad na disputa deste ano. De acordo com o presidente estadual do PT, Moisés Braz, um voto a mais ou um voto a menos fará toda a diferença no pleito deste ano, e o apoio no Ceará é importante para a candidatura petista, principalmente, porque Camilo é filado ao partido.
“Estamos exigindo, cobrando dele, que cumpra a resolução do congresso. Para o PDT e para o Ciro é muito estratégico o apoio do Camilo nessa corrida. O Ceará pode fazer a diferença, mas esperamos que ele faça a diferença pro nosso lado”, afirmou Braz.
Segundo ele, em alguns municípios e em algumas ocasiões, Camilo estará no palanque com Ciro Gomes, uma vez que existe uma coligação partidária no Ceará. No entanto, ele reafirmou que quer que o governador deixe claro em seus palanques que o PT tem uma candidatura à Presidência, que é o Haddad, e que este seria o seu candidato. “O Camilo precisa dizer ao eleitorado que o candidato dele é o Haddad. É isso o que estamos cobrando”.
Para Moisés Braz, nos próximos dez dias a tendência é que Fernando Haddad ultrapasse todos os demais adversários na corrida eleitoral, inclusive Ciro Gomes. No entanto, assim como disse Lupi, ele destacou que o Ciro não é o adversário do petista, mas a direita, que teria como representantes Jair Bolsonaro, do PSL, e Geraldo Alckmin (PSDB).

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