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domingo, 21 de outubro de 2018

Alvo de inquérito da PF, campanha de Bolsonaro entra em fase tensa

Foto - Agência Brasil
A sete dias da votação do segundo turno, Jair Bolsonaro (PSL) vive o momento mais tenso de sua campanha com a denúncia de fraude eleitoral, depois da facada sofrida em setembro. Mesmo assim, o capitão reformado do Exército, líder com folga nas pesquisas, canta vitória no domingo e traça cenários para o eventual governo. Ontem, ele reagiu à pressão da denúncia de uso irregular das redes sociais e convocou a imprensa para uma entrevista no Rio. Nos próximos dias antes do domingo decisivo, a estratégia do militar é

brigar pelos votos dos nordestinos.

Ontem, o ministro Raul Jungmann (Segurança Pública) confirmou que a Polícia Federal vai investigar o suposto esquema de financiamento empresarial, proibido por lei, ao bombardeio de notícias falsas em redes sociais, como o aplicativo WhatsApp.
Nas ruas de cidades como o Rio e Brasília, o presidenciável foi retratado, ontem, como um Hitler brasileiro em diversos protestos. Na capital fluminense, em frente à Câmara Municipal, as imagens da manifestação organizada pelo grupo Mulheres Unidas contra Bolsonaro foram usadas pela imprensa estrangeira.

Para se contrapor a uma semana de relatos de disparos em larga escala de mensagens para difamar o PT e o rival Fernando Haddad, a campanha de Bolsonaro tenta levantar suspeitas de que o partido do adversário também recorre a esse expediente ilegal. "Não preciso de fake news. Esse tipo de contato com bandidos quem tem é o PT, não eu", alfinetou o deputado federal.

Bolsonaro conseguiu uma vitória, ontem, nessa estratégia de enfrentamento da crise das "fake news". O inquérito aberto pela PF vai investigar também as notícias falsas contra o capitão, como as que especulam nas redes sociais sobre seu estado de saúde. Hoje, a presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministra Rosa Weber, deve anunciar, em entrevista coletiva, em Brasília, ações para combater o problema das "fake news".

Reeleição
Durante a coletiva de ontem, Bolsonaro defendeu o fim da reeleição e, se vencer no próximo domingo, a nova regra já passe a valer para ele próprio.
Ele também prometeu fazer uma Reforma Política com o objetivo de reduzir os gastos públicos com os políticos. A ideia, ainda genérica e sem detalhes, é de cortar o número de parlamentares em até 20%.
Também revelou, sem citar nomes, que pode manter quadros do governo Temer em um eventual governo e confirmou a intenção de nomear ministro da Ciência e Tecnologia o astronauta Marcos Pontes.




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