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sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Prefeito de Pentecoste, João Bosco Pessoa Tabosa, foi eleito em 2016 financiado por dinheiro adquirido em golpes contra idosos

Ministério Público denuncia esquema criminoso que beneficiou prefeito eleito — Foto: MPCE/Divulgação
Foto: MPCE/Divulgação
O prefeito de Pentecoste, João Bosco Pessoa Tabosa, foi eleito em 2016 financiado por dinheiro adquirido em golpes contra idosos, segundo denunciou nesta quinta-feira (18) o Ministério Público do Estado do Ceará. Segundo a investigação da Operação Caixa 2, o valor acumulado ilegalmente por meio de fraudes de aproximadamente R$ 300 mil. Além do prefeito e de vereadores, o grupo contava com a participação da primeira-dama, Maria Clemilda Pinho de Souza, dois funcionários do Banco do Brasil de Pentecoste, responsáveis por uma "série de estelionatos em idosos, por meio de empréstimos e

adiantamentos de 13º salários sem autorização".
G1 tentou contato com o prefeito, primeira-dama e assessores da Prefeitura de Pentecoste, mas ligações não foram atendidas.
De acordo com o promotor de Justiça de Pentecoste, Jairo Pereira Pequeno Neto, as funções eram bem definidas dentro do esquema: duas mulheres "eram as articuladoras da associação criminosa, tendo sido elas as responsáveis por contratar Maria da Conceição e sugerir-lhe a aplicação dos golpes", diz.

O prefeito e um vereador eleito, beneficiados do esquema, "uma vez que todo o dinheiro angariado era destinado às suas campanhas eleitorais. Dois ficaram responsáveis por ganharem a confiança dos idosos, contrair os empréstimos, efetuar os saques e entregar os valores às autoridades. Outros dois alteravam as biometrias dos idosos, a margem de contratação de empréstimos e saques nos caixas eletrônicos dos clientes do Banco do Brasil", afirmou o promotor.

Funcionários fantamas
A operação evidenciou ainda um esquema de funcionários fantasmas na Câmara Municipal de Pentecoste, isto é, pessoas que nunca trabalharam no órgão legislativo estavam na folha de pagamento recebendo salário.
Conforme o representante do MPCE, uma dessas pessoas "fantasmas" era remunerada como forma de contraprestação pelos serviços prestados na campanha eleitoral do presidente da Câmara.

A funcionária fantasma foi a primeira do esquema criminoso a ser presa e, com a colaboração premiada dela, o órgão ministerial teve acesso a fotos e vídeos que demonstraram a participação das autoridades municipais e serviram como base para concessão das medidas judiciais autorizadas pelo juiz Caio Lima Barroso. A Justiça determinou a realização de busca e apreensão na Câmara dos Vereadores e na residência de dois suspeitos; o afastamento de três servidores dos cargos públicos por 180 dias, vedando que estes se aproximassem de quaisquer órgãos públicos; o afastamento dos cargos dos bancários por 60 dias; o sequestro de bens do prefeito João Bosco; e a quebra do sigilo bancário dos envolvidos.




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