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quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Nova tecnologia auxiliará o monitoramento da seca agrícola no Ceará

O processo teve início em junho deste ano, e incluiu visitas de campo com pesquisadores japoneses para conhecer os sistemas de irrigação privada e pública, entre outros assuntos                                                                                                                                              Foto: Divulgação/Funceme
Projeto Piloto de Previsão e Monitoramento de Seca Agrícola no Ceará, que permite classificar a severidade da seca dentro de um determinado período, além de outras vantagens, está em fase de ajustes finais para se adequar à realidade do Estado e começar a operar normalmente.  Para implementar o projeto, pesquisadores da da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) participaram de um treinamento no Japão durante 34 dias.

O processo teve início em junho deste ano, e incluiu visitas de campo com pesquisadores japoneses para conhecer os sistemas de irrigação privada e pública, culturas e calendários da produção, infraestrutura de recursos hídricos do Ceará, e apresentação dos sistemas de monitoramento de secas existentes no Estado.

“Como é a primeira aplicação de um sistema muito complexo, é uma tarefa que exige um pouco de trabalho ainda, mas é um projeto curto”, explica Valdenor Nilo de Carvalho, hidrólogo e pesquisador da Funceme que participou do treinamento. Segundo ele, ainda durante os ajustes, as informações fornecidas a partir do resultado das análises feitas pelo novo sistema devem ser divulgadas até junho de 2019.
Agricultura
De acordo com Nilo de Carvalho, as informações serão públicas e amplamente divulgadas. “A gente vai poder acoplar a nossa previsão climática com a repercussão disso na agricultura. O objetivo principal é fazer essa conexão entre a previsão da Funceme e os principais interessados, que são agricultores no Interior o Estado”, afirma. Segundo ele, será possível fazer uma previsão útil para o agricultor, indo além da previsão de chuvas, “pois serão informações valiosas para a plantação e cultivo dos alimentos”, completa.
A segunda etapa do projeto, a ser debatida com pesquisadores japoneses durante um workshop após a quadra chuvosa do próximo ano, envolve a possibilidade de expansão da tecnologia de forma a beneficiar outras áreas do Nordeste.




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