RÁDIO PORTAL FM DE CATARINA ONLINE

RÁDIO PORTAL FM DE CATARINA ONLINE - WHATSAPP E CELULAR - (88) 9-8832-5446

sábado, 22 de julho de 2017

CHUVAS NO CEARÁ; Ondas de Leste mudam cenário

Image-0-Artigo-2272852-1
FOTO: NATINHO RODRIGUES
Há três dias os cearenses enfrentam manhãs de chuva. Tudo isso devido a um fenômeno chamado "Ondas de Leste". O fenômeno natural acabou causando um aumento na média de chuvas do mês de julho deste ano. O normal esperado para a climatologia do Estado do Ceará era de 15,4mm. As precipitações deste mês já atingiram a marca 26.6 mm, um desvio positivo de 72,8%. Na manhã de sexta-feira (21), a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) registrou chuvas em 39 cidades. A Capital teve sua chuva mais intensa no mês de julho. No intervalo de 7h de quinta (20) às 7h desta sexta-feira (21), a cidade teve precipitações de até 52,8 milímetros, de acordo com dados
da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme). O volume foi registrado no posto do Castelão, mas em outros locais da cidade, como na água Fria, houve registro de 46,6 mm.


Fenômeno
Conforme a meteorologista do órgão estadual do tempo, Meire Sakamoto, o céu "cinza" também apareceu em outros municípios. As causas da mudança climática são as "Ondas de Leste". O fenômeno ocorre quando ondas se formam no campo de pressão atmosférica, na faixa tropical do globo terrestre, na área de influência dos ventos alísios, e se deslocam de oeste para leste, ou seja, desde a costa da África até o litoral leste do Brasil. Segundo a Funceme, esse sistema provoca chuvas principalmente na área de Zona da Mata que se estende desde o Recôncavo Baiano até o litoral do Rio Grande do Norte. Quando as condições oceânicas e atmosféricas estão favoráveis as Ondas de Leste também provocam chuvas no Estado do Ceará, principalmente na parte centro-norte do Estado.
"Muitos distúrbios que vêm da África acabam atingindo os estados do Leste do Nordeste. Essas áreas de instabilidade que chegaram ao Ceará estão associadas a esses distúrbios. As ondas de Leste começam na África e se deslocam por todo o Oceano e chegam até o Nordeste. São esses distúrbios que provocam chuvas intensas como, por exemplo, em Recife e Alagoas. Existe registro de inundações ocasionadas por esse evento", explica Meire Sakamoto.
Próximo ano
De acordo com a Funceme, o ano de 2017 deve seguir sem grandes expectativas de precipitações extremas que possam gerar grande impacto sobre a crise hídrica no Estado. Quanto às perspectivas para 2018, a instituição garante que ainda é preciso esperar. "Agora nós temos que monitorar as condições dos oceanos, manter um olhar nos modelos que estão prevendo a evolução dessas condições dos oceanos para o próximo ano. No entanto, ainda é muito cedo para se falar no próximo ano. Temos que aguardar setembro, outubro, que é quando esses modelos começam a ter alguma performance na sua previsão no que diz respeito às condições de temperatura da superfície do mar", avalia o presidente da Funceme, Eduardo Martins