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segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Ceará registra mais de 97 mil casos de chikungunya em 2017; 136 pessoas morreram

Mosquito Aedes aegypti é alvo de campanha em todo país para combater dengue, chikungunya e zika (Foto: Paulo Whitaker/Reuters)
Foto: Paulo Whitaker/Reuters
O Ceará já registra 136 mortes por chikungunya até o último dia 11, de acordo com dados da Secretaria de Saúde do Estado (Sesa). Fortaleza concentra o maior número de casos, com 105 mortes. O número de casos confirmados da doença chegou a 97.226 no Ceará, dos quais 56.641 em Fortaleza, o que representa 58% do total. Além de Fortaleza, foram registradas mortes em por chikungunya em Caucaia (5), Itapajé (2), Mararanaú (3), Maranguape (3), Itatira (1), Aracati (3), Senador Pompeu (2), Jaguaretama (1), Morada Nova (1), Marco (1), Viçosa do Ceará (1), Acopiara (3), Piquet Carneiro (1), Beberibe (2) e Pacajus (1).

A doença provoca febre, dores nas articulações e pode causar até um novo tipo de reumatismo. De acordo com especialistas, existem quadros sem dor, dor leve, moderada e grave. Em 50% dos casos, elas se tornam crônicas. Esse novo tipo de reumatismo é semelhante à artrite, cuja causa é a inflamação nas articulações e a infecção dos nervos, que leva à sensação de dormência. Além disso, ocorre inchaço porque o vírus também invade o sistema linfático. Os mais acometidos pelos quadros crônicos e dolorosos são mulheres com doença aguda por mais de dez dias ou com mais de três semanas de dores articulares, pessoas que já tenham problemas articulares e diabetes

Transmitida pelos mosquitos aedes aegypti e aedes albopictus, em adultos a chikungunya apresenta sintomas como febre de início súbito maior de 38,5°C; dores intensas e inchaços nas articulações com início agudo, sem outra causa definida e lesões na pele. Dor de cabeça, dor muscular, cansaço, diarreia, vômitos, conjuntivite, dor de garganta e dor abdominal também são sintomas comuns na fase inicial da doença, segundo especialistas.
O período de incubação da chikungunya no ser humano pode ser de até duas semanas, mas, na maioria dos casos, a doença surge entre três a sete após a pessoa ter sido picada pelo mosquito aedes aegypti ou eedes albopictus. Cerca de 80% dos pacientes contaminados desenvolvem os sintomas da doença, segundo estudos.

A fase aguda da febre chikungunya começa com uma febre alta de início súbito, geralmente em torno de 40ºC, associada a mal-estar e dor em várias articulações. As dores articulares costumam surgir nas primeiras 48 horas e acometem cerca de 90% dos pacientes com chikungunya. As dores surgem no corpo inteiro, mas os locais mais afetados costumam ser as mãos, punhos, pés e tornozelos. Intensa dor lombar também é comum.
O paciente pode ter dor em mais de 10 grupos articulares ao mesmo tempo, o que o deixa incapacidade para a realização de atividades simples e corriqueiras, como pentear os cabelos e levar um alimento à boca. Esse é o sintoma mais característico da enfermidade: dor forte nas articulações, tão forte que chega a impedir os movimentos e pode perdurar por meses depois que a febre vai embora.

A fase aguda dura de três a sete dias, quando os sintomas começam a desaparecer. Mas, segundo especialistas, em cerca de 80% dos casos o paciente entra em uma fase chamada subaguda, que se caracteriza pela continuidade ou até aumento das dores articulares. Apesar de não ter mais febre, a pessoa pode permanecer semanas com poliartralgia. Se as dores articulares durarem mais de três meses, o paciente entrou na fase crônica da doença, que pode durar por até três anos.

Exames
Existem atualmente dois exames específicos que confirmam a suspeita de chikungunya. São eles a sorologia convencional e o PCR, que identifica o material genético do vírus. Estes exames não estão disponíveis em todos os prontos-socorros do Sistema Único de Saúde (SUS) e para demais hospitais não são cobertos pelo convênio para o atendimento em Pronto Socorro, apenas sob internação do paciente ou particular