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quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Dinamite apreendida em Iguatu poderia explodir vários bancos

Foto: Richard Lopes
A carga de explosivos apreendida pela Polícia Militar, no município de Iguatu (a cerca de 365 km de distância de Fortaleza), na noite da última terça-feira (28), poderia ser utilizada para a explosão de vários bancos, segundo o titular da Delegacia Regional de Iguatu, delegado Jéferson Pereira da Silva.O material estava guardado em um depósito, na localidade conhecida como Sítio Cavaco, na zona rural de Iguatu. A PM se dirigiu ao local após uma denúncia anônima e verificou a grande quantidade de explosivos, por volta de 20h da terça (28).

Foram apreendidos 97 unidades de explosivos Pentek CD-150 (conhecido como banana de dinamite) e 56 espoletas medindo 1,20m. Segundo a Polícia, as espoletas têm a função de iniciar a detonação e acionar os outros explosivos.
O proprietário do terreno, de 59 anos de idade, foi preso em flagrante pela Polícia Militar e levado à Delegacia Regional para prestar depoimento. "Ele se diz inocente, que não tinha conhecimento, que trabalha na roça", relatou o delegado Jéferson da Silva.
O suspeito alegou que os explosivos pertenciam ao filho dele, Eduardo Milton Bezerra, que foi vítima de homicídio, aos 31 anos, recentemente. Ele tinha passagens pela Polícia pelos crimes de furto, tentativa de homicídio, tráfico de drogas e posse ilegal de arma de fogo. "Estava na mão de uma pessoa que era do crime. Provavelmente, ele (Eduardo Milton) estava guardando para uma quadrilha muito maior. Ele fazia assaltos e era metido com o tráfico de drogas", acrescentou o delegado.
A sequência da investigação da Polícia Civil apontará se o pai de Eduardo também tem responsabilidade na posse ilegal do material explosivo. Enquanto isso, ele continua detido. O delegado da Regional já acionou o Exército Brasileiro (EB) para inspecionar e apreender as bananas de dinamite e as espoletas. O material apreendido será encaminhado para a Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados do Exército.
Ataques
Conforme o titular da Delegacia Regional de Iguatu, o material apreendido poderia explodir várias agências bancárias e destruir muitos prédios. "É um material de uma capacidade muito grande. A gente está suspeitando que tenha sido utilizado para explosões de banco, ataques a carros-fortes", revelou.
O delegado Jéferson da Silva suspeita que os explosivos apreendidos podem ter sobrado de ataques a bancos em municípios próximos a Iguatu, neste ano, como as ações que ocorreram em Assaré, em 11 de junho, e em Cedro, em 31 de março.
Outra hipótese investigada é que o material possa ser parte de uma grande quantidade de explosivos roubada no Estado, recentemente. Em 12 de setembro deste ano, mais de 330kg de bananas de dinamite e outros materiais explosivos foram levados de uma empresa de mineração, localizada na Chapada do Apodi, na zona rural de Limoeiro do Norte. Na ocasião, dois assaltantes abordaram funcionários da empresa de mineração quando transportavam o material explosivo do paiol até o local de detonação de rochas.
Os trabalhadores foram feitos reféns e levados até uma estrada, onde foram abandonados com o veículo da empresa. Os criminosos fugiram em outro carro com os explosivos.