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quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Chuva de granizo é registrada em comunidades da região serrana de Parambu

Foto - Blog do Abrão Barros
O tempo mudou e uma chuva de granizo foi registrada no final da tarde desta quarta feira, 20, em algumas comunidades da região serrana de Parambu. Segundo informações de moradores, o fenômeno natural veio acompanhado de ventos, relâmpagos e trovoes e teve duração de aproximadamente 30 minutos banhando as comunidades de Serra dos Lopes, Sítio Farias e Serra da Uruburetama. Para comprovar o fato, moradores fizeram vídeos do momento da chuva em que é possível observar pequenas pedras de gelo caindo dentro de casa. Logo que a chuva passou, foi possível ver o acumulo de pedras de gela sobre o solo esbranquiçado. Os ventos chegaram a derrubar alguns cajueiros e até um barreiro da comunidade acumulou um pouco de água.

Foto - Blog do Abrão Barros

Foto - Blog do Abrão Barros
Como se formam as chuvas de granizo
As gotas de água que se evaporam dos rios, mares e da superfície terrestre, quando chegam às nuvens e encontram temperaturas abaixo de -80°C, viram gelo. Congelado, o vapor de água fica com mais peso do que a nuvem pode aguentar e cai, em forma de pedra de gelo, que chamamos de granizo.
A chuva de granizo, no entanto, não acontece nas regiões polares. O motivo? É que o granizo só se forma em um único tipo de nuvem, a cumulonimbus, também responsável por trovões e relâmpagos. Essa nuvem atinge até 25 km de altitude a partir da linha do Equador. "E ela só aparece nas regiões mais quentes", explica Mario Festa, professor de Meteorologia do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da Universidade de São Paulo. Isso acontece porque ela se forma graças a temperaturas elevadas e alto índice de umidade relativa do ar, mais raro nos países frios.
A ocorrência do granizo, portanto, é mais frequente nas regiões equatoriais, e vai diminuindo gradativamente ao longo das regiões tropicais, extratropicais e temperadas.