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quarta-feira, 7 de março de 2018

Jornalistas e fontes relembram trajetória de Landry Pedrosa

Foto - Jornal O Povo 

Aos 73 anos, Landry Pedrosa deixa no jornalismo uma memória da reportagem policial do Ceará de mais de 40 anos. A morte de Landry, nesta terça-feira, 6, fez com que as histórias do passado e as coberturas ressurgissem na lembrança dos jornalistas e das fontes que integram a área policial. Relembrando a trajetória do repórter nascido em Catarina, profissionais deram depoimentos sobre Landry  O jornalista Fernando Ribeiro teve Landry como um professor. Ele relata que quando entrou no O POVO, ainda como estagiário, em 1985, estava no 2º ano de jornalismo e acompanhava Landry nas pautas, para aprender. "Comecei minhas pautas e andanças acompanhando o Landry. Ele foi quem me ensinou tudo", lembra. 

Fernando Ribeiro frisa que Landry foi jornalista em uma época que não tinha celular ou tecnologias. Era um profissional com muitas fontes e possuía boa memória. "Perguntava de um crime acontecido há quatro, cinco e seis anos. Sabia o desdobramento, a consequência. Deixo minha homenagem e meu muito obrigado ao repórter Landry Pedrosa", disse o jornalista. 

O advogado Paulo Quezado conta que conhecia Landry há 50 anos. "Ele foi colega do meu irmão no seminário do Crato. Um repórter corajoso, em uma redação enxuta, muito leal, de humildade franciscana. O considero o autor de grandes matérias dentro da crônica policial para o jornal O POVO", diz o criminalista.

Paulo Quezado relembra que Landry fez grandes coberturas e relembra uma reportagem sobre assassinatos de advogados no Ceará nos anos 80. Ele também lembra a reportagem do acidente que vitimou Castelo Branco. "Ele teve muitos momentos de um forte brilhantismo do seu exercício jornalístico. Aproveitando grandes ensinamentos dos mestres cratenses", comenta. 

Quezado ainda relembra o sentimento do jornalista pela terra natal, Catarina. "Quando aposentado, ele ia constantemente ver sua terra natal", disse. 

O delegado Jairo Pequeno também prestou um depoimento ao jornalista Landry Pedrosa. "Um excelente repórter policial. Ele sempre deu um show de reportagem. Vai fazer uma falta grande. Apesar de estar aposentado. Conheço ele há mais de 20 anos e sempre o vi fazendo as reportagens mais importantes. Como ser humano e profissional", relembra. 

O jornalista Fernando Barbosa conhecia Landry há 40 anos, e relembra que morava em frente à casa da mãe dele. "Eu era amigo das irmãs dele. Fomos amigos de adolescência. Depois eu passei para comunicação e, nos anos 90, ele passou a me ver na Secretaria da Segurança", explica. Fernando Barbosa relembra o jeito agitado de Landry. "Aquele jeitão dele agitado e uma agitação no sentido de buscar informação", diz. 

Velório e sepultamento 

O velório começou a partir da meia-noite. O sepultamento de Landry será nesta quarta-feira, 7, no cemitério Parque da Paz, às 16 horas. A Missa de corpo presente acontece às 15 horas, na funerária Ethernus. 
"Perdemos um bom companheiro. Landry era cioso do seu papel, o que é muito importante para um profissional da imprensa. Ele sabia qual o seu dever e o cumpria religiosamente. Ele deixa uma lacuna para a imprensa cearense"
Adísia Sá, ombudsman emérita do O POVO
"Landry vibrava com as grandes matérias, mas também deixava a emoção fluir quando falava da família, dos filhos, dos animais e da sua Catarina. Terei saudades das suas histórias, dos seus abraços, do seu entusiasmo ao descobrir uma nova história a ser contada. Tenho certeza, porém, que sua missão, nesta terra, foi intensamente cumprida. Vá em paz, amigo"


Tânia Alves, editora do O POVO
"Era um repórter competente e muito exigente no seu papel. Cobrava de nós, fotógrafos, porque se preocupava em colher as notícias e também com as fotografias das matérias. Foi um dos melhores repórteres policiais que estiveram no jornalismo cearense. E gostava dos furos, era um furão"


Mauri Melo, repórter fotográfico do O POVO
"Repórter policial por excelência, andou um período animado com outras possibilidades, como a de redator das historinhas de vida que O POVO incluía em sua última página. Até aí prevalecia o farejador de notícias extraordinárias. Quando ocorreu o desastre de Aratanha, subiu a serra muitas vezes e acompanhou a tragédia até o enterro coletivo das vítimas. Agora ele subiu para outras paragens, foi conversar com Deus. Nunca houve nem haverá um outro Landry. Ele foi único. Imbatível"


Márcia Gurgel, jornalista, ex-repórter e ex-ombudsman do O POVO
"Foi um representante do verdadeiro jornalismo policial: não aquele que busca audiência explorando a dor do outro, mas um fiel operário da notícia, que buscava sempre humanizar as pessoas e situações reportadas"


Samira de Castro, presidente do Sindicato dos Jornalistas do Ceará (Sindjorce)

"Landry Pedrosa foi um colega de trabalho cuja generosidade era reconhecida por todos. Trabalhei ao seu lado no O POVO, quando pude constatar as qualidades que o tornavam uma referência entre os colegas na área em que atuava. Ele deixa uma grande lacuna na imprensa cearense e na ACI, entidade da qual era sócio. Que Deus esteja com seus amigos e familiares”. 
Salomão de Castro, presidente da Associação Cearense de Imprensa (ACI)

"Landry era um sujeito ímpar, uma pessoa de muita credibilidade e respeito na sua atividade jornalística. Ele dizia a verdade sem ferir as pessoas"
Luiz Carlos Dantas, delegado e assessor técnico da Delegacia Geral da Polícia Civil  
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