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sexta-feira, 23 de março de 2018

Três empresários são presos por suspeita de fraudar licitações em prefeituras no Interior

Paracuru
Foto - Cid Barbosa 
O Ministério Público do Ceará (MPCE), através Procuradoria dos Crimes contra a Administração Pública (Procap), deflagrou a Operação Cascalho do Mar II e cumprindo mandados judiciais, na Capital, contra uma empresa suspeita de fraudar licitações em diversas prefeituras do Interior do Estado, na manhã desta sexta-feira (23). Três empresários foram presos por envolvimento no esquema criminoso e uma quarta pessoa foi detida em flagrante. De acordo com informações do órgão investigador, os três mandados de prisão expedidos pela desembargadora Lígia Andrade de Alencar Magalhães foram cumpridos em um único imóvel, no bairro Alagadiço Novo. Foram presos os empresários Luiz Maycon Pereira Barreto, Marcos Vinicios Gonçalves Barreto e Francisco Sávio Venâncio Bonfim.

Já Darlan Pereira Barreto foi preso durante a operação, por posse de munição. Ele é pai de Marcos Vinicios e irmão de Luiz Maycon, que também foram detidos. Quatro veículos foram apreendidos, além de documentos, CPU e pendrives.
Um dos alvos da operação foi uma empresa que sequer tinha sede própria. Os promotores de Justiça foram ao endereço informado e não encontraram nada no local. Tratava-se de um beco no bairro Joaquim Távora.
A Operação Cascalho do Mar II contou com a participação de equipes da Procap e do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), além de promotores de Justiça de Fortaleza e do Interior e policiais civis e militares. A coordenação dos trabalhos ficou a cargo da coordenadora da Procap, Vanja Fontenele.
Primeira fase da Operação prendeu prefeito e mais seis pessoas
As diligências são desdobramentos da Operação Cascalho do Mar I, deflagrada em 13 de dezembro de 2017, que prendeu o prefeito de Paracuru, seus dois filhos, uma secretária municipal e três empresários. Na ocasião, mais cinco secretários da Prefeitura foram conduzidos coercitivamente para prestarem esclarecimentos.
O grupo é suspeito de cometer crimes de fraude em licitação, associação criminosa e corrupção. Durante o cumprimento dos mandados, o prefeito José Ribamar Barroso Batista, conhecido como Ribeiro (PSDB), foi preso em flagrante, com uma arma de fogo sem registro.