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sábado, 14 de julho de 2018

Marun ameaça aliados que apoiarem Ciro; Ministro do governo Michel Temer acusou o pedetista de 'hipocrisia' por buscar costurar alianças com a situação

Carlos Marun
Foto - ABR
Durante um café da manhã com jornalistas, na sexta, o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, defendeu que os partidos aliados do governo que quiserem apoiar Ciro Gomes, pré-candidato do PDT à Presidência, devem deixar seus cargos no governo. "Eu, sinceramente, espero que os partidos que apoiarem o Ciro Gomes deixem o governo. Também penso que estão equivocadas as lideranças dos partidos que estão no governo quando aceitam a hipótese de apoiar Ciro Gomes".


Marun se referia ao chamado "centrão", composto pelos partidos DEM, PP, Solidariedade e PRB, que vem debatendo uma possível união para a campanha à Presidência da República. No grupo há uma divisão entre Ciro e Geraldo Alckmin (PSDB).
O ministro criticou o candidato pedetista e classificou como "hipócrita" a tentativa de Ciro de buscar aliança com partidos governistas. "É uma completa hipocrisia do candidato Ciro ao buscar o apoio de partidos que estão no governo para a sua candidatura, naquela ideia de 'ganhar de qualquer jeito' para depois ver o que vai fazer", disse.
Reações
Presidentes dos partidos reagiram com desdém às ameaças de Marun. Além de Ciro, os partidos cogitam apoiar Geraldo Alckmin (PSDB). O líder do PP, Arthur Lira (AL), reclamou do ministro, lamentando ter ajudá-lo a chegar ao cargo: "Trabalhei para ajudar a colocá-lo onde está acreditando ser ele um trator no automático e não um trem com falas desgovernadas", afirmou.
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) limitou-se a dizer que dedicar atenção ao recado de Marun não "era uma prioridade" dele no momento.
O presidente do Solidariedade, Paulinho da Força, disse que os partidos ainda não decidiram quem apoiar, mas destacou que, caso o grupo decida seguir com Ciro, é provável que o bloco entregue em conjunto os cargos no governo. "Se decidirmos por Ciro, vamos ter que discutir internamente o que fazer".
PSB
A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, cobrou que o PSB feche "uma coligação formal" com seu partido para apoiar Lula. "A nossa resolução diz exatamente isso, que as alianças a serem construídas de forma prioritária com PSB e PCdoB são alianças formais". O anúncio feito na quinta pelo governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), de apoio a Lula deve provocar um racha na sigla. O deputado Julio Delgado, vice-líder do PSB na Câmara, lamentou que o partido esteja enfrentando essa divisão, pois dirigentes da legenda já haviam manifestado apoio a Ciro

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