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terça-feira, 11 de setembro de 2018

Acaba hoje prazo para PT indicar substituto de Lula

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Preso desde abril, após ser condenado por corrupção e lavagem de dinheiro, petista ainda tenta concorrer ( FOTO: AFP )
 prazo final para o PT apresentar o nome do substituto de Lula termina hoje. O ex-prefeito de São Paulo e vice na chapa, Fernando Haddad, deve ser oficializado, em frente à sede da Polícia Federal (PF), em Curitiba, onde Lula está preso. Até ontem, o PT tentava reverter a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que barrou a candidatura de Lula, ou, no mínimo, ganhar mais prazo para efetuar a troca.

A pedido de Lula, Haddad decidiu prolongar sua estadia em Curitiba para fechar a estratégia da troca na chapa petista, após reunião do comando do partido na capital paranaense e não viajou para evento do PT em São Paulo, realizado ontem.
No domingo (9), a presidente do TSE, ministro Rosa Weber, negou pedido de efeito suspensivo ao julgamento da Corte eleitoral para suspender o prazo para troca de Lula como candidato do partido feito pelos advogados do petista no final de semana.
O partido tentava ganhar mais uma semana e empurrar a troca para o dia 17, que é o prazo final da Justiça Eleitoral para substituição de candidatos.
Apesar da negativa, contudo, a ministra admitiu a plausibilidade de parte os argumentos da defesa do PT, que diz que há a obrigatoriedade do País a respeitar o pacto utilizado pelo Comitê de Direitos Humanos da ONU - órgão de observadores independe ligado à organização.
O Comitê de Direitos Humanos fez, ontem, nova manifestação em que reafirma a obrigação do Estado brasileiro de cumprir a recomendação para garantir a candidatura de Lula.
Na decisão em que barrou a candidatura de Lula, o TSE, por maioria, entendeu que além da aprovação pelo Congresso, o pacto internacional também dependia da homologação pelo Executivo, o que não ocorreu no caso.
Palocci
Enquanto vê praticamente certa sua exclusão do quadro eleitoral, Lula sofreu nova acusação ontem do ex-ministro Antonio Palocci, delator na Lava- Jato.
Palocci prestou um novo depoimento ao Ministério Público e disse que o ex-presidente Lula, em alguns casos, cuidou "diretamente" do pedido de propina.
Procurada, a assessoria de Lula disse que o ex-ministro fala mentiras sem provas contra o ex-presidente, numa tentativa de fechar acordo de delação para sair da prisão.

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