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sábado, 3 de novembro de 2018

Dez cidades do Ceará com mais focos de incêndio em outubro; Acopiara está em 7º lugar com 141 focos.

Incêndio atingiu a reserva de Mata Atlântica Boca da Mata, em Ceará-Mirim — Foto: G1
 Foto: G1

O mês de outubro de 2018 fechou com o maior número de focos ativos de queimadas no Ceará. Os dados são do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) por meio de monitoramento do satélite AQUA. Segundo o Inpe, somente em outubro foram contabilizados 5.684 focos de queimadas. No mês de setembro tivemos 4.517 focos. Em termos regionais, o estado fica atrás no mês de outubro apenas para os estados do Maranhão (43.592), Piauí (27.373) e Bahia (23.409).


O município cearense que mais registrou queimadas foi Cariús, Região Centro-Sul do Estado, com 247 focos. Em seguida aparecem Icó com 195 focos, Boa Viagem (172), Nova Russas (170), Aurora (158), Crateús (151), Acopiara (141), Canindé (133), Jucás (133) e Caucaia (102).

De acordo com o supervisor da Unidade de Tempo e Clima da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), Raul Fritz, o forte calor e a baixa umidade nesta época do ano é comum nesta época, já que não há chuvas. E o risco de queimadas aumentam. “É esperado, pois não há chuvas. No momento temos poucas nuvens e também pouca nebulosidade. E sem as chuvas a umidade também cai consideravelmente. As queimadas neste caso surgem com maior frequência, já que alguns agricultores costumam queimar o terreno para preparar o terreno para futuras plantações”, explica.

O supervisor da Funceme alerta também para baixa umidade que em algumas cidades está na casa dos 12% e 20%. “No município de Iguatu registramos umidade 12% e no Crato 14%. Valores preocupantes e que merecem cuidados”, disse.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera estado de observação os níveis de 40% a 31% da umidade relativa do ar. Quando ela atinge índices abaixo dos 30%, há estado de atenção. Se a umidade atingir níveis entre 20% e 12%, ocorre o estado de alerta.

Para evitar os danos à saúde, é recomendado proteger a cabeça contra o sol e usar chapéu, roupas leves, calçados confortáveis constituem algumas recomendações importantes. Os médicos também pedem moderação com os exercícios físicos, principalmente nas horas de sol mais forte, pois a seca reduz a capacidade do corpo para a prática de atividades. Os portadores de doenças respiratórias precisam privilegiar ambientes arejados e devem tomar sol nos horários em que os raios estejam mais fracos - antes das 10h e depois das 16h.

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